Não contente com o jardim da casa, andava pelas calçadas e ruas da cidade sempre espalhando sementes, enfiando-as com o dedo verde e sujo de terra. Dentro de pouco tempo havia um carreador de Maria sem vergonhas que a acompanhavam até a Delegacia de Ensino, seu trabalho.
Ainda bem que com a gente também aconteciam todas essas transformações. Claro que eram lentas! Só outro dia me dei conta do tanto que gostava dos jardins e das plantas da Aurora!
Na partilha dos bens mais preciosos dela separei todas as folhas guardadas em listas telefônicas velhas utilizadas pra secagem e armazenamento das folhas de avencas, samambaias, rendas portuguesas, amores perfeitos e trevos de quatro folhas... Todas foram amorosamente colocadas em uma caixa e ofertadas a Mariza, amiga da mãe e da filha. Em cada folha estava o plasma da vida e do bem querer!
Como tudo na vida que é feito e ofertado com amor recebemos em dobro, ganhei o jardim da AURORA do jeito mais belo e eterno que podia ser!
Você trouxe o jardim de minha Aurora pra dentro de minha casa! Obrigada Mariza, minha amiga de sempre!

O amor da Aurora era de se espalhar, feito semente. O jardim dela é prá todo mundo. Guardei um em minha casa também. Está na cabeceira da minha cama, como beijo na testa, que ela costumava dar para seus filhos cover. Obrigada Rê, pelo carinho distante. Bj.
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