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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Salve, como é que vai?



                    
                     Que maravilha de encontro! Foi preciso correr riscos diferentes e agora nos encontrarmos outra vez para matar a saudade, dar longos abraços, muitas risadas e comparar o rumo das nossas prosas e vidas...
                     Bem antes foi o nosso primeiro encontro: nos bancos da UEM.... Quando a UEM era só uma faculdade funcionando no colégio Marista. Fomos pioneiras no campus. Havia somente dois blocos semi acabados no meio do nada e a gente tava lá! Estudando pra valer e morrendo de vergonha de professores feito Maria Célia, de lingüística, professora linda e competente que sabia muito e sabia também ENSINAR! A gente tinha vergonha de escrever e de falar e  ela dizia pra ir em frente,que não havia nada de errado. Que era assim mesmo: de tanto escrever, falar e ler é que a vergonha ia embora! .. A gente tinha o sangue jorrando no peito com a força de lutas e desafios da dos anos setenta  que chegavam tão rápidos como nossos sonhos.
                        Confesso que o que mais me encantou lá na casa de Salete não foi a constatação  de que nascemos,crescemos , depois envelhecemos...sem contar que também encolhemos!!.  Mas sim o profundo bem estar que sentimos ao nos olhar com olhos amorosos, buscando mais as semelhanças e a certeza que não tínhamos nos tornado velhinhas mal humoradas e tampouco com síndrome de “barbiessaouro”. Todas com formas de mulheres felizes e já com o medo da velhice perfeitamente aquietado! Nós já estávamos aprendendo a criar um novo pensamento para a vida de agora. Vovós corujas e exibicionistas. Prontas pra subir escadas só com subidas certas que o melhor de tudo é saber hoje atingir o topo e que isso não é só pra alguns felizardos! Estávamos menos hostis, menos estressadas, menos ansiosas. E nossa tendência era com muita naturalidade ver mais as semelhanças do que as diferenças.  Uma tremenda sensação de bem-estar.  Olhando para nós, de dentro pra fora dava pra perceber que éramos as mesmas. Picasso disse uma vez: "Leva um longo tempo para se tornar jovem”.  Lembramos dos degraus que subíamos.  Saltando às vezes, de dois em dois... Era natural a sensação que muitas coisas ficaram sem conclusão.  Ficamos colecionando ressentimentos tão banais! Ficamos com uma sensação de inacabadas. Daí o fantástico do nosso encontro : a  descoberta que muitas coisas que pensávamos sobre nós mesmas não tinham nada a ver conosco.Pois hoje somos capazes de voltar no tempo e perdoar a nós mesmas  e mudar nossa relação com o passado deixando-o mais fácil e amoroso.Sabemos agora que éramos responsáveis  por todas as nossas  escolhas. Éramos livres para escolher! Na verdade, o que determinou a qualidade de nossas vidas foi a forma como nos relacionávamos com nossa realidade.  É como reajustar o termostato.  
                            Depois de uma viagem aos prazeres da gula tão bem  saciados e proporcionados por Amélia, mulher de verdade, começamos  redefinir a nós mesmas como  mais completas e podendo inclusive , deixar aos nossos filhos e netos essa  vontade de repensar sobre as expectativas de suas vidas  com mais leveza do que nossos pais.    
                          Valeu! Amigas queridas,obrigada pelos bons momentos.

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