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segunda-feira, 16 de abril de 2012

NA MINHA CASA TODO MUNDO É BAMBA


                     Ir a Maringá e não ir à Casa de Bamba fica faltando um pedaço!  
                    Morando  longe de Maringá,  abro com cuidado a janela do tempo e vejo lá atrás  amigos  queridos  que  sentindo saudade uns dos outros e também  vontade de curtir um bom papo e boa musica    se reuniam fazendo um fundo de quintal na casa do Helington e Estelinha .
                 Eita tempo bom! Foi lá que num dia de profunda magia e inspiração decidimos  compartilhar  nosso sonho  com toda gente Bamba que estava espalhada por essa cidade maravilhosa.   E eis que surge a Casa de Bamba!  Nasce com estatuto, com sócios, com inspirações e uma vontade imensa de fazer o povo mais feliz! Afinal de contas, como dizia Vinicius “ser feliz é fundamental...” Assim estava consagrado o nosso Slogan.
                 A Casa de Bamba, que era ainda menina, serviu de espaço para boas inspirações, letras de musica, arte em telas, boas comidas e vai aí um carinho especial à Mariza, boas poesias, era só ir se achegando.. Quem tocava e cantava era bem chegado e quem queria só sambar  era também!
                Lá se vão bons anos e como era de se esperar a Casa de Bamba cresceu, se fez bonita que só, mas não se esqueceu de suas raízes, não! Então, Helington, carinhosamente, passou a dedicar um espaço para eternizar a presença de bambas que de alguma maneira deixaram seu rastro na historia dessa casa.  Essa ordem é aleatória... Mês passado foi a hora e a vez de DR Robson, Bamba da melhor qualidade! Tem Bamba que comemora com a gente lá da segunda nuvem à esquerda: nosso Bamba numero 13, Zé Claudio /Prefeito de Maringá e também a AURORA de todos nós que com certeza vai cantar a lua branca, de Chiquinha Gonzaga ao meu ouvido quando neste final de semana  eu estiver cheia de alegria e gratidão, também marcando meu lugar no espaço da fama!    


sábado, 14 de abril de 2012

Call Center

            Depois de conversar uns trinta minutos com a atendente da TIM sobre meu problema, na hora H da coisa toda, a ligação caiu.
           Frustrada, eu pensei, "Caramba, eu vou ter que ligar de novo na TIM e começar a conversa do zero com outro ..." 
         Mas para a minha surpresa, antes de completar a ligação, o meu celular toca, e adivinha quem é?
A menina da TIM! A menina da TIM me ligou. A menina da TIM retornou a ligação que havia caído!A menina da TIM me li-gou  !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
            Ela pegou pegou o meu número no cadastro e me ligou!!
           Eu pensei, "ôxente, grande idéia da TIM, permitir que as atendentes retornem as ligações para os clientes quando as ligações caem."
          Ledo engano, de lá para cá todas as ligações caíram e ninguém nunca mais me retornou.
Era uma atitude isolada da atendente.
          A menina simplesmente se colocou no meu lugar, e resolveu quebrar as regras burras que recebera para resolver o problema do cliente.
         Nunca mais encontrei outro soldadinho da TIM que tivesse o mesmo respeito por nós, clientes!Uma pena.
         O mundo do trabalho seria um lugar completamente diferente se as pessoas tratassem os outros como gostariam de ser tratados.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Vamos apagar a velhinha? Ops!!!!!!!!!!!!!!!!


              Sempre é bom na época do aniversário fazer um flashback. Ajuda no autoconhecimento  
                Neste mês faço sessenta e cinco anos e me pergunto: onde está a velhinha que eu esperava ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho do banheiro  todas as manhãs? 
              As respostas chegam aos poucos... Veio à imagem uma menina de cabelos longos sempre despenteados, uma menina sapeca, agitada, que não parava quieta.
 Pense numa mãe  pretendendo  pentear os cabelos dessa menina, fazer uma trança bonita, dar ordem no desmazelo daquela cara vermelha...             
              Graças a DEUS  aos poucos essa agonia deu lugar a novos tempos! 
                                                 Voltando às configurações atuais:  a cara mudou. Há  algum tempo passei a precisar de óculos para perto. Foz logo um bocado deles.. ficam em todos os lugares menos onde estou. Sempre fiz luzes nos cabelos por opção.. Como os brancos são poucos, agora continuo com luzes ... Ainda não entrei na fase dos holofotes... (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar grisalho aos 70 anos). A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu muito, esqueço  panelas no fogo, esqueço os horários dos vôos.... Aliás, a memória, essa danada, merece um capitulo a parte: constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar nome de alguém e começa a brincadeira do esconde-esconde.
              Mesmo com tudo isso, gosto das vantagens que a idade me confere:  principalmente ser vovó e pagar meia-entrada (idosos, crianças e estudantes têm essa prerrogativa.Será que é porque não são consideradas pessoas inteiras?..)
          No momento, andar de ônibus sem pagar é  o máximo!! 
Acordo ainda quando a noite nem  terminou de transitar entre o sonho e a realidade , lá estou eu entre os muitos que entram no ônibus.Meio que dormindo ainda, com os corpos grudados aos bancos como o meu, ou em pé, no corredor, balançando  levemente ou de maneira mais brusca, pois quem controla nossos corpos é o pé do motorista.   Normalmente,eu caía nas curvas, nas paradas, nas acelerações...caía nos colos dos outros. Como agora posso entrar pela portada frente, vou logo me equilibrando e procurando um assento  prioritário!
Meus ouvidos  vão ficando  afinados para a falação que há dentro dos ônibus.Sinto que estou apurando meu canal de acesso  aos assuntos corriqueiros das famílias, do falar amassado,das reticências cheias de intenção, das palavras só começadas...Sei que não é só aqui! No ENEM também  tem!! rsss.... A língua está descalça e despenteada, como dizia Guimarães Rosa. Fico observando: “... Chegue... eita! Bora, coisada! “Diz o pai empurrando os filhos pra dentro do ônibus."qui bixiga é esta que tu tás falando?" “Ah! sim, e quando foi o seu aniversário, desculpe, não pude ir. O namorado de Joana? Sei não se volta do brejo antes de um ano,... o que será da pobre menina, lá atirada... logo arruma outo caba, isso se já não arrumou...” e as conversas vão se desenrolando e se enrolando como um macarrão infindável, como um novelo que se embaraça infinitamente, indefinidamente, como se fossem linhas tecendo um patchwork, uma estória dentro de outra estória.
O ônibus circulando..... circulando pelas ruas, pelas avenidas, mesmo por acessos quase sem acesso ,revelando, em seus caminhos, as lojas, os apartamentos,as casas,  o cotidiano  tão atormentado pelos horários, pelos compromissos, pelos débitos, pais, mães, parentes, esposas, maridos e filhos. E nós circulando, caindo descendo,crescendo,caindo e levantando todos os dias...
Aos domingos e feriados aqui tudo fica diferente! Domingos e feriados o ônibus tem outra cara. Fica praieiro. O povo desce feliz carregando a matula e a vontade de cerveja, mar e petiscos.        

             Voltando ao assunto dos meus sessenta e cinco, estou consciente que tenho mais passado que futuro ! Qundo comentei isso  com  minha filha , mais que depressa ela bateu três vezes na madeira ou no computador...
           Sobre estar evoluida, ficam algumas dúvidas;  ainda passo quase o tempo todo julgando tudo e a todos.Tá  certo que acredito,  firmemente, que esses  julgamentos possam servir de aprendizagem para diferenciar o correto, o bom e o menos bom,porque sei que por dentro, eu como todos, somos luz e sombra, generosidade e mesquinharia. Sei também que um dia todos seremos anjos ! Então, não preciso ficar agoniada! 
            Sei que a minha cota de sofrimento foi resultado de minhas escolhas, demorei muitos anos para conciliar em paz as duas partes em mim. Via tudo de uma forma que ainda  não sei explicar direito: antes era como se existisse duas Rejanes ora uma, ora outra. Hoje as Rejanes estão juntas,são uma "pareia".São camadas que formam um ser imperfeito e  que aprendi  a gostar . A falha, a falta, esse infinito buraco escuro e estranho que vivia no meu peito foi  o que me fez um ser normal, que me fez andar em frente! É exatamente assim que enquanto me mexo, às vezes desgrenhada, quase sempre de vestido longo, que em seguida fica velho de tanto usar, vou aprendendo a envelhecer,cair, levantar, transcender, escolher, renascer, amar e aceitar as muitas faces que formam essa Rejane que mora aqui dentro!
             Agora, ao lado do meu companheiro, com quem tenho compartilhado as aventuras do viver, meus passos me levam lentamente para uma sensação de bem estar e hoje me lembrei dessa música que Rose,minha amiga, me mandou:
              “If you choose not to decide, you still have made a choice.
              You can choose from phantom fears and kindness that can kill;
               I will choose a path that’s clear, I will choose freewill” *

             (Rush: Freewill; Rio de Janeiro, Praça da Apoteose, 10/10/2010)
                  O trecho do refrão da música citada diz o seguinte: “se você escolhe não tomar decisão, ainda assim você fez uma escolha. Você pode escolher medos fantasmagóricos e bondades que podem matar. Eu escolho um caminho muito claro, eu escolho o livre arbítrio”.
                E eu escolho ser feliz! Ser feliz é fundamental!
                Lembrei também de meu grande amigo, Ronaldo Gravino, que com um carinho lindo  de ouvir e de viver fez essa canção pro meu Gordinho e pra mim quando viemos morar no nordeste. gordinho! 
             Esta é  a forma que encontrei pra comemorar  meu aniversario com minha família e meus muito amados amigos!!
Simplesmente Re 

terça-feira, 10 de abril de 2012



Gostei de encontrar no baú esta foto de minha família!Estamos todos juntos. 

Esta é a primeira foto de minha vida! devia ter três anos.
QUINZE ANOS.
BAILE DE DEBUTANTES 
FORMATURA,  CURSO NORMAL 
Férias em Sta Rosa na casa de meus pais. Curtindo meus sobrinhos.
DESPEDIDA DE SANTA ROSA
com dezoito anos    
Maringá  1971

bons momentos ...


 Tempo de esperança  de um novo tempo 



IRMÃ querida

o Pai







































quarta-feira, 4 de abril de 2012

Os Domingos precisam de feriados




          Ainda bem que o Rabino Nilton Bonder, inspirado no descanso Divino do sétimo dia da Criação, disse que as montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado..
        E eu que não sou rabina e nem nada, também resolvi pensar nos domingos tão bons que conheço!  Falo dos domingos que não são feitos de festas que servem pra preencher a pausa que nem de longe  é um descanso. Não gosto muito da palavra entretenimento. Parece que fala de um desejo de não querer parar e não querer parar parece  certa forma de depressão.
       Chega o danado e esperado domingo e surge:  o que fazer no domingo? Essa pergunta já vem marcada pela ansiedade e ainda muitos de nós sonhamos em viver 120 anos, quando nem sabemos o que fazer numa tarde de domingo..ai ai !
          É pra gente assim que a Net e a TV não dormem nunca!    O amanhã é tão rápido que se confunde com o presente.
         Por isso ando treinando e procurando fazer de meus domingos um dia muito bacana, principalmente porque tenho muitos domingos na semana ... Então, logo cedo acho  uma verdadeira delicia caminhar olhando o mar. Não tem nada que atrapalhe meus olhos. Até a hora do almoço vale e é muito gostoso cozinhar pra quem a gente ama e pra gente mesma, tomando aquela caipirinha só pra deixar a soneca ainda mais domingueira!
        Tem domingo de todo jeito.  O bom do domingo é ficar de pijama. Com rodelas de pepino ou de batatas na cara. E ai de quem resolve fazer uma visitinha no domingo, à tarde. Pecado capital. Pronto! Falei!!!!