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sexta-feira, 16 de março de 2012

Envelhecer, ah essa metamorfose ambulante


        
          Quando tinha 15 anos achava que uma pessoa com qualquer idade  mais de 30 era um absurdo.
          Hoje, acho que era um absurdo eu achar aquilo.

      Gosto  de ouvir as histórias que as pessoas mais velhas tem para contar, são aventuras, alegrias, tristezas, gargalhadas e lágrimas que marcam a saga de cada um deles.Muitas sessas historias  acabam com a morte. Nem sempre  uma morte qualquer.  Morte (sim, com letra maiúscula, essa autoridade).É realmente muito difícil aceitar que vamos morrer, muito embora saibamos desde  pequenos que cada  passo que damos mais nos aproximamos dela, afinal cantamos nos aniversários: muitos anos de vida...A lógica é:mais um ano de vida que  é menos um ano, mas claro mais um ano é pedido, porque na verdade também estamos falando de 365 dias passados e de preferência bem  vividos e assim se renova a esperança de novos belos 365 dias.
       Se morrer é certo, viver não é assim: afinal viver não é o mesmo que existir.Se é que podemos definir que  socialmente bem sucedido é aquele que conseguiu ser feliz. E a felicidade de uma pessoa é construída ao longo do tempo, por muitos fatores que vão de família, trabalho, espiritualidade, "conquistas", aprendizado, etc.
       Como  corpo muda desde sempre,  costumamos dizer grosseiramente que o corpo fica feio ao envelhecer, é quando as rugas aparecem, o cabelo se torna grisalho, a pele flácida, mas isso se deve também ao valor que a sociedade atribui à estética, onde a ditadura da beleza cada dia mais exige que sejamos verdadeiros seres biônicos, providos de "corpos perfeitos", mas com o tempo isso muda, assim eu espero. Ah como espero!   A palavra esperança nasceu de esperar....
         Assim como o vinho melhora com o passar do tempo, espero que ao envelhecer nos tornemos  melhores, pois a gente sempre ouve dizer"você não cresceu não é?"Fica claro que crescer é evoluir e não espichar.
          Acreditando na questão da evolução do espírito, já que a  criança está próxima da Criação por uma questão de tempo, nós velhos, estamos  mais  próximos da origem e do Criador, já que para este deve retornar.

       É  lógico também entender, então, que há mais sabedoria naquele que  já viu e viveu muito.  Mesmo que, nem sempre   se saiba o que fazer com a sabedoria.... 
        Outro dia, estava jogando tênis com meu neto e  disse a ele:
 - a vovó está precisando parar. Está velhinha e precisa descansar um pouco.
 - eu sei.
 -  como que você sabe?
 - o meu amigo, Artur, também é velho. já tem quatro anos!
    Tratei logo de  realinhar as dobradiças deste sábio corpo e continuar o jogo! 
Afinal, é para isso que vamos vivendo e experimentando a alegria de sermos eternos mutantes.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Viva A MULHERADA!!!


        Quando vi essa foto de todas vocês preparadas para a corrida da mulher senti uma tremenda emoção: caras, corpos e corações que venho acompanhando ao longo desses anos... Algumas cresceram rápido, feito você, Renata. Fechei os olhos e quando abri outra vez encontrei uma mulher!  Sei bem de que material você foi feita! E como quem sai aos seus não degenera, a máxima mais uma vez fica valendo!
       Portanto, sem duvida nenhuma digo que você é exatamente o que vc está gerando através de sua luta, dos deveres que se impõe! Você é a estrada por onde tuas mulheres correm atrás e com você! Tenho acompanhado teus feitos... Tão nova, tão grande, tão menina, tão mulher! Não vou dizer tão guerreira por que não gosto muito desta palavra. Prefiro dizer que vc é uma mulher que busca! Isso! Achei! Tão buscadora!
Vc buscou em todas o que elas mais querem: elas querem a vida! Estão descobrindo o prazer escondido na corrida ao ar livre, nas esteiras, na chuva, na areia fofa e também atrás de filhos que correm sem parar! 
Em abril estarei aí torcendo por vcs!!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Com quem será?



Com que será que essa princesa vai casar...
         No final das contas e no começo dos contos... 
        De todos os nomes e lembranças  presentes, em nome do nome Sagrado, do bem casado ofertado e do espumante bebido, foram felizes  Beto e Paola naquele dia, hoje, amanhã e depois…
          Lá onde vive nossa Aurora, a lua cheia e outros encantos que povoam nossos sonhos, os anjos de Paola e Beto disseram Amém!Namastê!Que assim seja! Oxalá e muito mais!
E nós aqui da terra, todos cheios de felicidade curtimos tudo!                  Todos se enfeitaram com o que mais lhes agradava pra enfeitar aquele dia que era da Paola!
           Desejamos naquele dia que, depois da festa, pudesse haver outra festa e mais outra, um dia depois do outro e que o sorriso de um pudesse ser festa, fartura, mel, peixe assado no fogo, coco  na praia, onda salgada do mar… Que as palavras do outro fossem como  tecido branco, vestido transparente de alegria.
          Queremos dizer que o encontro da família depois de onze anos serviu pra fortalecer os laços que ficaram frágeis com o passar do tempo e com a ausência de nossa Aurora, (elo de tão boas ligações e construções de família). 
            Que bom que o campo está fértil outra vez! Novas Auroras(Cris) estão fazendo esse caminho de volta, essa ponte para o aconchego de família, (esse grande laboratório para aceitação de todas as diferenças e exercício de amor).
         Foi maravilhoso estar com a Dinda minha Odila!
 Amiga, elegante, de olhar carinhoso e terno para cada um da família, construção feita ao longo dos anos. O titulo de Dinda agora é definitivo!  Agora vc é dinda de todos! Tanto é agregadora que nos deu a Parenta de presente! 
       A tua coragem, autonomia e carinho de encarar os desafios nos encantam! Que bom que vc veio!



         Aqui  estamos nós,as  mulheres de tua família,Paola. 








         A Mãe da noiva?
Que belo titulo!! Todos nós esquecemos teu nome,LU!!!
Teu ar era rarefeito... De rainha mãe! Querer mais o quê? Era um tal de perguntar “ como está a mãe da noiva? Já acordou? Melhorou? Dormiu?” Até a moça do cerimonial perguntou “onde tá a mãe da noiva?”
E ela chegou linda trazendo a filha pela mão como nos velhos tempos!!


       Grandes encontros são bons pq a gente encontra um cara que dá pra chamar de O CARA
Quem usou os olhos de ver, viu Luã zoando as cçs e as avós das cças com a luz misteriosa!
Viu esse Cara subindo e descendo ladeiras acompanhando os bêbados felizes da família e tb  esvaziando colchão de ar  debaixo de chuva, sendo parceiro do André,dispensando taxi  que não tinha passageiros na madrugada do casório,ninando filha de tia que acordou na madrugada!
 O Luã deu um colo silencioso para esta avó aqui qdo a viu chorando.
E tem mais; além de resolver todos os embaraços que os pais se metiam por conta das modernidades de celulares e outras coisas que falavam e se mexiam, ele sabe cozinhar Tb! 
          E a Lize? Pensem numa avó com pedigree!! Cuidava da Manoela até com as mãos nas costas. Tá certo que a Manô é gente boa toda vida! Bem... Não posso deixar de lembrar que houve só um breve descuido e a guriazinha com cara de anjo comeu uma asa de borboleta do brinquedo da prima KÁKÁ. Nada de mais que não pudesse ser concertado: a asa foi devolvidanum grande jato junto com feijões arroz e o mamá!!! 



         Olha só a cara do BIG POLACK!
Só se comportou no dia do crepe!
 Ah querido irmão, se optarmos por algumas tradições patriarcais vc passa a ser o chefe dessa tropa toda!
Isso!Mesmo não querendo o canivete!  A tua sorte pode ser boa pq com o passar do tempo nos misturamos tanto que quem era Ferreira, ficou Dalmas, quem era Marodim virou Piola. Quem era oposição virou situação! Já não sei mais.  Só sei que de agora em diante somos da família do Beto também!A tua


       O Liam, que estava acostumado a nos ver de bermudas, shorts, bonés e camiseta ficou encantado com a transformação e dizia pra mim que todos estavam muito lindos só o homem de vermelho (o padre) que não estava bonito!

      Foi muito legal ver as crianças andando no corredor do hotel chamando uma aos outros; era um tal de” pimo”! Pimo! Aí o pimo chegava, pegava bem de “vaguinho” os cabelos das pimas e tentava fazer uma escova progressiva num puxão só!!
     De tudo o que vivemos ficou bem clara a vontade de repetir a dose.. Não é preciso um grande motivo, basta uma grande saudade.
     As melhores fotos que mostrariam os lugares por onde andamos naquela semana de festas ficaram com o Piola, que numa ação rápida demais deixou que fugissem todas  da super, mega, Power máquina! Mas mesmo que elas tivessem ficado, nunca contariam as aventuras de nossos homens soltos neste nordeste que amo, voltando pro hotel
       Não sei bem se voltaram de jegue ou o quê... Enquanto bebiam, compravam carrinhos de sorvete, faziam consultas como especialistas de pulmão em mulheres fumantes... Por aí já se vê que temos um bom motivo para um novo encontro. Principalmente pq o DODI estava em Umuarama com a LUIZA!!!
A gente só não falou mal dele , pq nossa Aurora nunca deixou !
      Das lembranças boas desse encontro, ficou a certeza, mais uma vez, que a gente veio ao mundo pra vencer os próprios obstáculos, caminhar com as próprias pernas. E mesmo a gente trilhando caminhos diferentes, lá no fundo, ficou um desejo de nos encontrarmos outra vez para matar a saudade, dar longos abraços, muitas risadas e comparar o rumo das nossas prosas..
      E assim a gente vai e vem...


terça-feira, 6 de março de 2012

Um tempo sem nome


Dedico a pagina de hoje aos amigos Piola e Mariza Poltronieri 
O namoro do Chico Buarque com a cantora ruiva Thais Gulin rendeu para gente a musica: ESSA PEQUENA, a letra vai aí abaixo e tem mais! Rendeu também a  crônica "UM TEMPO SEM NOME" da escritora Rosiska Darcy de Oliveira sobre “o novo conceito de envelhecer”.  Também segue abaixo. 
 Essa Pequena
Meu tempo é curto, o tempo dela sobra
Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora
Temo que não dure muito a nossa novela, mas
Eu sou tão feliz com ela
Meu dia voa e ela não acorda
Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida
Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la
Feito avarento, conto os meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela, que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas ao vento, ai
Às vezes ela pinta a boca e sai
Fique à vontade, eu digo, take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena

  
          Um tempo sem nome
Rosiska Darcy de Oliveira, O Globo, 21/01/12

"Com seu cabelo cinza, rugas novas e os mesmos olhos verdes, cantando madrigais para a moça do cabelo cor de abóbora, Chico Buarque de Holanda vai bater de frente com as patrulhas do senso comum. Elas torcem o nariz para mais essa audácia do trovador. O casal cinza e cor de abóbora segue seu caminho e tomara que ele continue cantando “eu sou tão feliz com ela” sem encontrar resposta ao “que será que dá dentro da gente que não devia”.
Afinal, é o olhar estrangeiro que nos faz estrangeiros a nós mesmos e cria os interditos que balizam o que supostamente é ou deixa de ser adequado a uma faixa etária. O olhar alheio é mais cruel que a decadência das formas. É ele que mina a autoimagem, que nos constitui como velhos, desconhece e, de certa forma, proíbe a verdade de um corpo sujeito à impiedade dos anos sem que envelheça o alumbramento diante da vida .
Proust, que de gente entendia como ninguém, descreve o envelhecer como o mais abstrato dos sentimentos humanos. O príncipe Fabrizio Salinas, o Leopardo criado por Tommasi di Lampedusa, não ouvia o barulho dos grãos de areia que escorrem na ampulheta. Não fora o entorno e seus espelhos, netos que nascem, amigos que morrem, não fosse o tempo “um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho“, segundo Caetano, quem, por si mesmo, se perceberia envelhecer? Morreríamos nos acreditando jovens como sempre fomos.
A vida sobrepõe uma série de experiências que não se anulam, ao contrário, se mesclam e compõem uma identidade. O idoso não anula dentro de si a criança e o adolescente, todos reais e atuais, fantasmas saudosos de um corpo que os acolhia, hoje inquilinos de uma pele em que não se reconhecem. E, se é verdade que o envelhecer é um fato e uma foto, é também verdade que quem não se reconhece na foto, se reconhece na memória e no frescor das emoções que persistem. É assim que, vulcânica, a adolescência pode brotar em um homem ou uma mulher de meia-idade, fazendo projetos que mal cabem em uma vida inteira.
Essa doce liberdade de se reinventar a cada dia poderia prescindir do esforço patético de camuflar com cirurgias e botoxes — obras na casa demolida — a inexorável escultura do tempo. O medo pânico de envelhecer, que fez da cirurgia estética um próspero campo da medicina e de uma vendedora de cosméticos a mulher mais rica do mundo, se explica justamente pela depreciação cultural e social que o avançar na idade provoca.
Ninguém quer parecer idoso, já que ser idoso está associado a uma sequência de perdas que começam com a da beleza e a da saúde. Verdadeira até então, essa depreciação vai sendo desmentida por uma saudável evolução das mentalidades: a velhice não é mais o que era antes. Nem é mais quando era antes. Os dois ritos de passagem que a anunciavam, o fim do trabalho e da libido, estão, ambos, perdendo autoridade. Quem se aposenta continua a viver em um mundo irreconhecível que propõe novos interesses e atividades. A curiosidade se aguça na medida em que se é desafiado por bem mais que o tradicional choque de gerações com seus conflitos e desentendimentos. Uma verdadeira mudança de era nos leva de roldão, oferecendo-nos ao mesmo tempo o privilégio e o susto de dela participar.
A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor. Esmaece a fronteira entre as fases da vida. É o conceito de velhice que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser uma profecia que se autorrealiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez sobre o desfecho.
”Meu tempo é curto e o tempo dela sobra”, lamenta-se o trovador, que não ignora a traição que nosso corpo nos reserva. Nosso melhor amigo, que conhecemos melhor que nossa própria alma, companheiro dos maiores prazeres, um dia nos trairá, adverte o imperador Adriano em suas memórias escritas por Marguerite Yourcenar.
Todos os corpos são traidores. Essa traição, incontornável, que não é segredo para ninguém, não justifica transformar nossos dias em sala de espera, espectadores conformados e passivos da degradação das células e dos projetos de futuro, aguardando o dia da traição.Chico, à beira dos setenta anos, criando com brilho, ora literatura , ora música, cantando um novo amor, é a quintessência desse fenômeno, um tempo da vida que não se parece em nada com o que um dia se chamou de velhice. Esse tempo ainda não encontrou seu nome. Por enquanto podemos chamá-lo apenas de vida."


domingo, 4 de março de 2012

“Cê viu não, o meu amô por aí, mais nunca?”...

        

   “Cê viu não, o meu amô por aí, mais nunca ?”Demorei pra processar a fala e quando consegui dizer alô, já era tarde! Era engano.Claro que eu sabia que o amô não era  eu.    
         Outro dia ,conversando com minha Dindinha Cris  e amigas do Paraná que curtem o nordeste  a gente falava a delicia e das diversidades do nosso povo tão brasileiro.Dizia que aqui o povo proseia com a língua ligeira que só! Engole silabas e atropela as palavras e aos poucos nosso ouvido vai ficando  afinado para uma língua assim tão despenteada. é gostoso ver  os gostos diferentes nos quiosques da praia, gente lambendo os beiços só de ler o cardápio e pedir a comida: pirão, rubacão, buchada de bode e mais uma “ruma” de comida, que qdo a gente termina de engolir o suor já vai correndo pelos quatro cantos.   Em todas as padarias sempre encontramos uma tigela com pedaços de rapadura que é pra adoçar a língua.
           Muitas coisas, não dou conta de comer! Só gosto do nome!  
         Gosto de ver que o ano aqui é dividido por festas. Neste período da páscoa fico emocionada quando assisto a uma procissão e observo aqueles rostos sofridos, curtidos de sol do seu povo. Tudo é belo neste ritual. A ladainha, Os pés descalços, o véu sobre a cabeça, o terço entre os dedos. O som dos sinos repicando,o andor carregado por fiéis. A grandeza de uma fé que não se abala.
        Todas quartas feiras,  centenas de homens se reúnem para rezar o terço.   Esses mesmos homens que rezam são os mesmos que esperam o São João pra se lascar numa farra boa, numa dança de quadrilha, ao som do xote, do baião e do forró PE de serra. Sacolejam e tem certeza que não há som mais lindo que o da zabumba,da sanfona e do triangulo...  Dançar ao som desse trio é bom demais. E ficar nesse rela-bucho até o dia amanhecer, sem ver o tempo passar e tampouco sentir os quartos se arriando, as canelas se tremelicando, o espinhaço se quebrando e os pés se queimando em brasa.. Ô negócio bom!
         Admiro a arte do improviso do poeta popular, com a beleza da banda de pífanos, com a pegada forte do coco-de-roda, com a alegria da quadrilha junina. O artista nordestino é um herói e nos cordéis do tempo vai registrando a sua história.outro dia  assisti a  um repentista compor uma mesa de um congresso e também  fazer todo o cerimonial  em forma cordel! isso mesmo: a criatividade dançava nas palavras e no imaginário de todos presentes.  
        No inverno, que não é inverno e sim estação das chuvas, não existe música mais bonita do que a tocada por São Pedro, quando ele se invoca e mete a mãozona nas zabumbas lá do céu, fazendo uma trovoada bonita que se alastra pelo Sertão, clareando o mundo e inundando de esperança o coração do matuto. A chuva é bendita!
       Gosto muito do nordestino que não sai por aí imitando chiados e fechando vogais. Gosto de quem não se envergonha de sua história. Gosto, porque também não disfarço meu sotaque que também denuncia minha origem.  
        Não vou falar da grande parcela dessa mesma gente que tem em todo lugar e que tem aqui também,que se enche de poderes e promete resolver os problemas de seu povo, mentindo, enganando, ludibriando, apostando no analfabetismo de quem lhe pôs no poder, tirando proveito da seca e da miséria para continuar enchendo os próprios bolsos de dinheiro.