São as águas de março fechando o verão.Águas das chuvas. Chuvas que não rolam em forma de tempestades. São esperadas com tanta ansiedade.
Aqui no nordeste o inverno, não é inverno e sim estação das chuvas. Não existe música mais bonita do que a tocada por São PEDRO! Quando ele se invoca,mete a mãozona na zabumba lá do céu fazendo uma trovoada bonita que só! Se alastrando do brejo pelo sertão...Clareando o mundo e inundando de esperança esse povo tão sofrido.Eita chuva bendita! Principalmente aquela que chega bem no dia de São José.
É um tempo bom pra se pensar na água e que esse pensamento seja um apelo! Um grito!
Que gritem também os oceanos, as nascentes, os rios, os lagos, os mangues, os poços, as chuvas, os açudes! Menos os esgotos,é claro!
Aqui no nordeste o inverno, não é inverno e sim estação das chuvas. Não existe música mais bonita do que a tocada por São PEDRO! Quando ele se invoca,mete a mãozona na zabumba lá do céu fazendo uma trovoada bonita que só! Se alastrando do brejo pelo sertão...Clareando o mundo e inundando de esperança esse povo tão sofrido.Eita chuva bendita! Principalmente aquela que chega bem no dia de São José.
É um tempo bom pra se pensar na água e que esse pensamento seja um apelo! Um grito!
Que gritem também os oceanos, as nascentes, os rios, os lagos, os mangues, os poços, as chuvas, os açudes! Menos os esgotos,é claro!
Tenho acompanhado o grito forte do mar que vem em ondas gigantes reclamar a areia que o homem roubou. Ele é justo, só quer o que lhe é de direito. Ele é impiedoso: vem buscar com força, rebentando calçadas, dutos, quiosques e tudo o mais.
Tenho também acompanhado com uma atenção redobrada os efeitos da mão do homem na natureza.
Em minhas caminhadas pela praia, levo comigo um saquinho que vou recolhendo tampinhas de refrigerantes e outros plásticos e vou pensando que, quando nada, estou salvando um golfinho ou uma tartaruga que deixou de engolir uma tampinha.
Em minhas caminhadas pela praia, levo comigo um saquinho que vou recolhendo tampinhas de refrigerantes e outros plásticos e vou pensando que, quando nada, estou salvando um golfinho ou uma tartaruga que deixou de engolir uma tampinha.
Aqui em Manaíra, meu bairro, é um local de desova de tartarugas, foi aqui que passei a conhecê-las e amá-las mais. .Nesta época, acompanho todos os passos delas; que no periodo da desova voltam para as areias do passado e subindo com dificuldade as areias da praia.Aí, quando encontram o lugar perfeito cavam, botam seus ovos na areia e vão embora,sem nunca mais voltar: essas mães "desnaturadas".Então, voluntários do Projeto Tamar recolhem os ovos e os enterram , melhor, na areia fazendo uma rede de proteção em volta com os dados dos ninhos: dia da desova, quantidade de ovos, data provável do nascimento.
Todo mundo acompanha e aguarda a hora das tartaruguinhas virem ao mundo.
Outro dia, passei a manhã inteira andando atrás de muitas que acabavam de nascer! Coitadinhas, já nasceram órfãs! Tão pequenas e pretinhas! Iam correndo com as perninhas inseguras em direção ao mar. O pior acontece quando eles nascem à noite : a luz da cidade as deixa cegas e elas tomam a direção contrária ao mar...
Fiquei lá incentivando-as e chamando-as de filhinhas. Depois me dei conta que além da magia da natureza que eu vivenciava, também batia uma saudade louca de minha filha que nada tem de tartaruga! Pois suas pernas mais parecem asas.Ao contrário de mim e das tartarugas que andamos devagar...
E viva a vovó TUTU!!
A origem de meu apelido carinhoso vem delas....ehehhhh
A origem de meu apelido carinhoso vem delas....ehehhhh
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