Foi há pouco. Há poucos dias. Talvez uma destas manhãs de chuva passageira aqui do nordeste, quando cruzei com o meu rosto no espelho do banheiro enquanto lavava distraidamente as mãos. De repente, a sensação muito viva de que, naquele momento, sem eu saber como, se desencadeava uma viagem através do meu rosto, ele se deslocava e se abria sobre a linha do tempo.
Nessa viagem, duas margens indefinidas. Como se estivesse entre dois rostos meus. Um que era o que eu possuía naquele momento, e outro rosto de mim enquanto jovem perdida lá muito para trás. Como esta foto que montei usando uma fotografia minha, outra de minha mãe e mais outra de minha filha. Os traços se misturaram e disseram de nós três mesmo com contornos difusos. Todos eles deixavam rastros. Ficou um pouco de meu queixo no queixo de minha filha.
O rosto que agora vejo no espelho é suposto ser o meu e só tenho absoluta certeza porque me sinto inteiramente à vontade na sua presença.
O rosto que agora vejo no espelho é suposto ser o meu e só tenho absoluta certeza porque me sinto inteiramente à vontade na sua presença.
Rê, você é um presente!
ResponderExcluirQUERIDA
ResponderExcluirENCONTREI UMA OUTRA FORMA DE ENTRAR E PARTICIPAR DO TEU BLOGGE.
ELE ESTÁ LINDO,BEM FEITO E FEITO COM MUITO AMOR, A GENTE SENTE ISSO.
SEI QUE ESSE BLOGGE É PARA QUEM QUISER.
MAS SÓ EU TENHO UMA FITÍ NESTE MUNDO MARAVILHOSO.
ABRAÇO